Azeitonas nos lagares em 6 horas? Unapol: "Aqui estão as nossas propostas."

Presidente Loiodice: "O sistema de registro pode ser uma ferramenta valiosa para proteger e promover o produto, mas as regras devem reconhecer as características específicas de moinhos, cooperativas e operadores comerciais."
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Com a aproximação da nova campanha do azeite e face à entrada em vigor da lei que obriga os comerciantes de azeitona a registar, no prazo de seis horas após a compra, a entrega da azeitona aos lagares através do portal SIAN, A Unapol e a Confagricoltura foram as primeiras a apresentar, já em julho, uma nota conjunta aos escritórios relevantes da MASAF, levantando algumas questões críticas sobre a aplicação do Decreto Ministerial de 18 de setembro de 2024..

O objetivo é contribuir, com espírito construtivo, para umaaplicação equilibrada da disposição, que salvaguarda a transparência da cadeia de abastecimento, mas tem em conta as especificidades operacionais do setor. A nota destaca, por exemplo, a oportunidade de estender a isenção prevista para os olivicultores aos que operam em associação, como cooperativas, Organizações de Produtores e seus consórciosNestes casos, de fato, não há relação comercial entre as partes, mas sim aporte de produtos pelos sócios, em consonância com o disposto no artigo 2135 do Código Civil e também confirmado por recentes resoluções da Receita Federal.

Outras questões críticas dizem respeito a alguns casos operacionais que correm o risco de tornar impraticável o cumprimento do prazo de seis horas. É o caso das azeitonas provenientes de cadeia de suprimentos de cantinas, que eles exigem uma seleção mais longa e detalhada por calibre e transferências de longa distância, frequente em dinâmicas comerciais entre diferentes regiões, onde os tempos de deslocamento podem ultrapassar o limite estabelecido pela lei também por imprevistos ou condições logísticas.

A UNAPOL acolhe com satisfação a disponibilidade expressa pelo Subsecretário Patrizio Giacomo La Pietra para avaliar uma prorrogação de doze meses da entrada em vigor da leiUm adiamento permitiria uma análise mais aprofundada dos aspetos técnicos e jurídicos emergentes das discussões com as associações comerciais e que fossem efetuadas as correções necessárias, sem comprometer o bom funcionamento da campanha de azeite 2025-2026.

Thomas Loiodice

O presidente da Unapol, Tommaso Loiodice, enfatiza como a regra é inspirada por um objetivo compartilhado, ou seja, garantir maior rastreabilidade e combater fraudes na cadeia de fornecimento de azeite de oliva extravirgem italiano, mas também reitera a necessidade de uma aplicação fundamentada. «O sistema de registro – ele afirma – Pode ser uma ferramenta válida para proteger e promover o produto, mas deve ser compatível com a dinâmica real da cadeia de suprimentos. É essencial – continua – que as regras reconheçam e respeitem as especificidades operacionais das usinas, cooperativas e operadores comerciais, para que ninguém seja penalizado em seu trabalho diário."

A Unapol confirma sua disposição em colaborar com a Administração para garantir que a regulamentação seja implementada de forma eficaz e sustentável. O objetivo comum continua sendo construir uma cadeia de suprimentos de azeite transparente, moderna e competitiva, capaz de valorizar o trabalho dos operadores e garantir a qualidade dos produtos italianos.

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Tags: trituradores, em evidência, Olive, unapol

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