A adubação da oliveira é uma atividade agronômica importante: garante uma produção de azeitona de boa qualidade e devolve ao solo as substâncias retiradas, melhorando as propriedades físicas, físico-químicas e biológicas do próprio solo. Nesta prática, o uso de fertilizantes deve ser calculado de acordo com as reais necessidades das plantas, de forma a evitar desequilíbrios e deve ser realizada em épocas precisas e de acordo com as fases fenológicas, de forma a satisfazer as necessidades de nutrientes da árvore. Na fase inicial de desenvolvimento da oliveira verifica-se um crescimento da polpa e do caroço, por um período de vinte dias, devido a uma intensa divisão/multiplicação e distensão das células. Segue-se o endurecimento do caroço e, por mais vinte dias, cessa o crescimento volumétrico do fruto e as células do caroço param de se dividir, tornando-se mais consistentes até se tornarem lignificadas.
Agora mesmo a oliveira precisa de azoto para garantir o aumento de volume da azeitona, o alongamento vegetativo dos frutos e ramos lenhosos, a emissão de novas folhas e raízes jovens. Outro elemento importante nesta fase é a fósforo, que controla os processos de multiplicação celular, garante o crescimento regular das plantas e a fotossíntese da clorofila, estimula o crescimento das raízes. Em solos muito ácidos, com pH < 5, ou muito básicos, com pH > 8, existe o risco de que parte do fósforo distribuído com os fertilizantes fique imobilizado em compostos insolúveis de ferro, alumínio e cálcio, portanto, está disponível para absorção pela raiz.
em estágio inicial de crescimento da oliveira, o fertilização foliar, para entradas de nitrogênio e fósforo, é um ferramenta útil, capaz de integrar e potencializar a fertilização do solo.
Uma contribuição moderada de nitrogênio torna-se útil e pode ser dada por uma distribuição de 0,8 – 1% de uréia com baixo teor de biureto, que pode ser usada em volumes de cerca de 1.000 litros/ha.
O biureto é um subproduto formado durante a produção de ureia. Em aplicações foliares, lO uso de uréia com baixo teor de biureto permite a aplicação de nitrogênio sem risco de fitotoxicidade, mesmo em cultivares sensíveis, que podem causar queimaduras nas folhas (que se tornam visíveis 8 a 10 dias após a aplicação).
La fertilização com fosfato pode ser feito com 0,8 – 1% de fosfato de diamônio ou 0,5 – 0,8% de monofosfato de potássio.
A ureia e o fósforo podem ser combinados, já existem produtos prontos para uso no mercado.
Em adição a isto macroelementos, não se esqueça que eu bioestimulantes e revigorante, que auxiliam a oliveira - e já se viu que ajudam a superar o estresse, o calor do verão e outras deficiências - formados por hidrolisados de proteínas, extratos de algas, substâncias húmicas, aminoácidos ou revigorantes como destilados de madeira.
A adubação foliar é de rápida execução, utiliza e dispersa menos fertilizante do que a adubação do solo, pode ser utilizada seguindo uma estratégia de fornecimentos contínuos de pequenas doses e, quando as aplicações coincidem com tratamentos fitossanitários, pode ser combinada, verificando primeiro e com atenção miscibilidade dos produtos utilizados.
na execução deintervenções foliares primeiro é necessário avaliar alguns parâmetros ambientais, que podem influenciar sua eficiência e eficácia, como temperaturas do ar, luminosidade, umidade relativa, ventania, que determinam a evaporação da água contida na solução nutritiva ao sair do barril ou tanque de distribuição, além de atuar na funcionalidade do a folha.
Não é aconselhável realizar as adubações foliares em dias não excessivamente quentes, pois a água da solução tende a evaporar rapidamente limitando a absorção dos nutrientes, como nas primeiras horas da manhã ou à noite.
Eventuais chuvas após a aplicação dos fertilizantes podem ocasionar sua lavagem, lembrando que o percentual de absorção pode chegar a 70% em 24 horas após a aplicação.
Diretor AIPO
Associação Interregional
produtores de azeitona



















